Havia uma coisa, nunca te contei, nos tantos vôos que peguei, na hora de preencher o verso do bilhete de embarque, com o nome de alguém para contato, era teu nome que eu colocava, sempre. Grau de parentesco: Esposa.
Se um dia acontecesse alguma coisa, queria que tu soubesse. E teu número, que nunca consegui decorar, eu pegava na tecla de discagem rápida do celular, número 3.
Hoje, instintivamente, levei a mão ao celular, coloquei a primeira letra do teu nome no bilhete e veio esse filme na frente dos meus olhos.
Sabe, você tem um jeito assim que encanta, Em meus pensamentos nublados, Lá está você, Jogando pra longe o tempo ruim. É sempre assim, tua lembrança me socorre. Com você por perto é sempre aquela vontade de crescer mais, De viver mais. Enfim, Tua presença em mim é um momento leve, No qual minha alma pede licença, E se deixa feliz, Dançando ao som da música que é você...
Quantas vezes vou ter de te matar (dentro de mim)?
Quantas vezes vou ter de te esquecer (pra sempre)?
Quantas vezes me dizer que não é possível?
Como posso temer te amar?
Ir até o fundo,
Depois não ter como voltar...
Quantas vidas vou ter de viver?
Para dar certo...
Ou para entender...
Como saber a hora certa de calar?
Como saber a palavra certa,
A tal palavra mágica: que-faz-destino-mudar...