terça-feira, 2 de março de 2010

A Estrada


Tenho uma estrada a minha frente.
E no caminho que já percorri,
Por vezes, tive medo,
Outras vezes, pensei em desistir.
O caminho que percorri,
Nem sempre foi de linha reta,
Mas realmente nem tão sinuoso sempre foi,
Os buracos, os pedágios e os momentos em que tive de parar no caminho que percorri,
Me fizeram aprender, me permitiram viajar, me fizeram pensar, me ensinaram a ter paciência, a esperar...
Tenho uma estrada pela frente,
Um crucifixo preso ao retrovisor,
Um rádio funcionando,
Um motor com boa potência,
Mas hoje, sinto um prazer diferente ao ver a estrada e suas faixas, o horizonte...suas placas,
Hoje, à minha direita, tenho carona, passageira, co-pilota e companheira,
E por vezes, revezamos a direção,
E por vezes, dirigimos um no colo do outro,
E nenhum quilômetro nos passa em vão.
Então percebi que de mãos dadas,
Dirigindo lado a lado pela estrada,
É muito mais gostosa a viagem,
É tão mais bonita a paisagem…


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E_LEVAR


Desce e faz tua marmita,
Desce e monta tua guarida,

Nunca é tarde para começar a vida.


Desce e encontra tua amada,
Vem buscar teu bem querer,
Vem viver tua vida,

E ver o sol amanhecer.


Desce e segue teu destino,

Vem plantar tua semente,
Abrir com força teu caminho.

Valha a vida,

Vale o estudo,
Valha ver...

E então suba,
E deixe os feitos para lembrar,
Vê do alto,
Nunca escuro, nunca dor,

Mas tuas obras, plantações,

E se possível,
Algum amor...


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Torrente Sanguínea



Ela passa as pontas dos dedos sobre as veias do meu braço,
Sorri de leve,
Deliciosamente,
Parece que, por segundos,
Enxerga através das falanges enquanto me toca...

E meu sangue segue por ali,
Correndo por ela,
Se eu encontrasse palavras pra lhe contar,
Lhe diria o quanto irriga minha vida,
Dia após dia...

Por enquanto,
Ela me vê arrepiar...
Eu que me arrepio, só de vê-la sorrir.


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PAIXÃO À (1ª) VISTA




Vou me apaixonar por ti,
Pela verdade que há nas tuas palavras, na tua vida,
Vou me apaixonar por ti,
Pela tua presença,
Pela tua constância,
Vou me apaixonar,
Pelos teus olhos, que me dizem tanto,
Por esta paz,
Pelo teu silêncio e pela tua voz, de dentro,
Vou me apaixonar,
Porque é inevitável,
Porque, com paixão, a vida é inigualável,
...
Me apaixonei, porque este gostar, precisava de um campo aberto pra correr,
Me apaixonei, porque eu precisava de uma voz mais forte pra gritar (teu nome),
Me apaixonei, porque aquela vida em preto e branco... (já não era suficiente),
Me apaixonei, porque aquele salão de festas tão vazio... (esperava essa alegria e nossa dança),

Me apaixonei, porque é por ti,
Porque andei descobrindo, ao caminhar contigo,
Que até pela vida,
É possível se re-apaixonar.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ACORDAR




Entenda que todo este amor antes guardado em minhas gavetas,

Me causava arrepios, e alguma dor, só de pensar,

Mas bastou te conhecer, te ter nos braços...

Hoje, voraz, me alimento desta paixão como um urso que não se permite mais hibernar.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Como Vulcano



Sim, antes com suas placas tectônicas dormentes,

Não conforme com seus microssismos e sismos de baixas magnitudes,

Enquanto tanto magma insistentemente acumulado,

Haveria de ocorrer tal erupção...


Até que se forjaram raios,

Até que se tocaram os lábios,

Até que se transformaram em um só ser...


Rios de lava,

Explosões e labaredas...


E desde então,

Nos inflama esta combinação:

Terra,

Fogo,

Oxigênio,

VULCÂNEA-PAIXÃO!



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Hibernal e Insone



Tentaria dormir,
Mas tenho medo de pegar no sono,
E sonhar...

Então me mantenho longas horas acordado,
Esperando que se derretam as placas de gelo,
Enquanto aguardo que se dissipe a densa fumaça entre estas quatro paredes...

(quando me deparo entre os lençóis),
Tentaria acordar,
Mas não tenho coragem de abrir os olhos...
Pois nestes termos imperfeitos,
Em que a vida insiste em me adiar (teu corpo),
É o temor da fome que passo,
-->É num ciclo atemporal em que me desencontro.