quarta-feira, 25 de março de 2009

POROS


Ela abre bem as torneiras,

A água forte sobre seu corpo a conforta,

O conforto que necessita, ou quase isso...

Se esfrega com força,

Há de se livrar desta sensação de tê-lo entre os poros.


Lava os cabelos, com água abundante,

As lágrimas insistem em cair,

Sentindo na boca esse misto de sal e espuma,

Pensa o quanto é difícil não saber pra onde ir, neste repente em que tudo aconteceu (ou deixou de acontecer)...


Trataria de se refazer,

Trataria de se lavar,

De se livrar...

Pensava (ou deixava de pensar),

Enquanto o que restava dele corria com a água, desde seus poros às aberturas do ralo...


Um comentário:

ju peres disse...

ah...
quem dera pudéssemos lavar algumas marcas que certas pessoas deixam em nós!